O Comércio e Indústria, com uma equipa muito alterada face ao padrão habitual na época, por opção técnica, recebeu ontem no Campo da Bela Vista a formação do Arrentela, última na classificação, e venceu por três bolas a duas (3-2). Ao intervalo, os setubalenses venciam por 2-1, com golos de Paulo Sousa e Carrilho, e pouco depois do intervalo foi Ricardo a aumentar a vantagem, vindo já perto do fim o Arrentela a reduzir e fixar os números definitivos.
Na oitava jornada, o Sesimbra voltou a vencer e conserva a liderança, enquanto o Trafaria se alcandorou à segunda posição. O Palmelense empatou sem golos perante o Olímpico, o que custou um ligeiro atraso aos homens do Montijo. Eis os resultados de ontem:
- (8.ª jornada): Palmelense, 0-Olímpico do Montijo, 0; Trafaria, 2-Barreirense, 1; Alfarim, 1-Marítimo Rosarense, 1; Vasco da Gama de Sines, 1-União Sport, 1; Amora, 0-Zambujalense, 0; Comércio e Indústria, 3-Arrentela, 2; Sesimbra, 2-1.º de Maio Sarilhense, 1; Grandolense, 1-Beira Mar de Almada, 2.
(In "O Setubalense" edição de 09/11/2009)
Um jogo «mole», fraco e sem motivos de relevância, desatado apenas por um erro defensivo e para fortuna de quem nunca encontrou ou mostrou atributos para se «desatar» de uma cuidadosa estratégia dos «alvinegros» de Setúbal.
Esperava-se muito mais deste confronto entre um assumido Amora, e anunciado, candidato ao título e um Comércio, cujo objectivo, é sobretudo um percurso o mais tranquilo possível. Uma expectativa que afinal não, nem de longe, acabou por corresponder. Porque no saldo final tratou-se afinal de um fraco jogo, «mole» no sentido não só da fraca prestação global dos dois conjuntos, como da incapacidade local em encontrar soluções para se desatar do encaixe sadino, com estes também a ficarem-se por aqui e sem a capacidade para o «clique» necessário para fazer algo mais, e dar assim outra tradução à sua evidente melhor posse e circulação de bola, que a entrada de Tiago trouxe à movimentação sadina. Evidente, mas de proveitos nulos porque, pese a tentativa de Nuno Palma, faltou depois, tal como por parte de Nuno Correia, que rendeu os seus três homens mais adiantados, ao ataque sadino criatividade e desembaraço para traduzir em frutos o que atrás melhor semeava.
Sem surpresa pois que deste cenário de qualidade, fraca e mole, resultasse uma tarde de perfeito descanso para ambos os guarda-redes e que só de modo especial o golo surgisse. Até nisto sem surpresa, e em lance acima já descrito, num erro básico em que o lateral não foi «acudido» pela dobra que nestas circunstâncias se exige e impõe fazer. E com isso o Amora aproveitou, e também por essa capacidade de marcar numa dessas raras oportunidades de golo que o jogo teve, por aí acabou por justificar a conquista dos pontos, numa vitória sem outro brilho que não o do aproveitamento do erro defensivo do seu adversário. De um candidato esperava-se muito mais, e sobretudo bem melhor – até porque recuar, como recuou na parte final do jogo, é sempre um convite a inesperados e amargos percalços…
Ao Comércio faltou-lhe mais decisão, e mais músculo no seu jogo ofensivo. È pouco, para quem no segundo tempo teve mais bola e até mais pendor ofensivo, ficar-se por um remate de Carrilho mas que as pernas de um defesa da casa conjurou, e também explica essa ausência do indispensável “clique” para poder chegar ao golo e a um resultado positivo. Essa incapacidade foi determinante, como foi demasiado duro a punição do golo, no único erro defensivo que vimos a um sector no resto muito eficaz e seguro. Mas os resultados fazem-se também do erro, e sobretudo do seu aproveitamento. E, neste caso, num jogo fraco e sem demais motivos para emoção, foi a vantagem, decisiva, do Amora. Que assim acabou por ganhar os três pontos – afinal o objectivo e a missão, cumprida.
Amora, no capitulo individual. A segurança do jogador treinador Nuno Correia, o patrão defensivo; Fábio Ferreira e Rui Carvalho, enquanto não teve forças, tal como Pedro Amora, um avançado interessante. No Comércio, Madruga, Pedro Sousa, um «tampão» com acção muito importante, Ricardo Oliveira, André Pinto e Thiago, foram unidades de influência na estratégia, e na acção.
Árbitro com um trabalho globalmente positivo, mas com algumas decisões mais discutíveis na acção disciplinar.
Campo da Medideira, em Amora. Sábado passado; tarde amena, perante razoável assistência e com o relvado a exigir melhores cuidados.
ÁRBITRO: Fábio Varandas, do Núcleo do Barreiro, coadjuvado por Carlos Monteiro e Carlos Pinto.
AMORA: Paulo Morbey; André Casaca, Nuno Correira, Luís Conceição e Luís Lopo; Alex, Fábio Ferreira e Hugo Graça; Rui Carvalho (Miguel Silva, 65m), Tiago Almeida (Kanu, 75m) e Pedro Amora (Celestino, 67m).
Não jogaram: Jonas Mendes, Mauro, Miguel Barros e Ivo Pereira.
Disciplina: Cartões amarelos mostrados a Nuno Correia, Luís Conceição, Luís Lopo, Kanu e Celestino.
Treinador: Nuno Correia.
COMÉRCIO: Paulo Antunes; Pedrinho, André Pinto, Paulo Sousa e Madruga; Pedro Santos (Tiago, 60m); Ricardo Oliveira, Daniel Baião (Miguel Baião, 82m) e Cortez; Ivo Cruz (Miguel Garret, 60m) e Carrilho (cap.).
Não jogaram: Filipe Costa, Grampola, Marco Galvão e Emanuel.
Disciplina: Cartões amarelos mostrados a Pedrinho e Miguel Baião.
Treinador: Nuno Palma.
Ao intervalo: 0-0
MARCADOR: Pedro Amora, aos 46 minutos, a concluir um passe de bandeja de Tiago Almeida, deixado livre do lado direito e sem que a devida dobra do eixo central defensivo (Paulo Sousa) tivesse, como se impunha, aparecido.
(Francisco Casas Novas in "O Setubalense" edição de 12/10/2009)
Campeonato Distrital da 1ª Divisão AFSetúbal - 3ª jornada
O Comércio e Indústria esteve a ganhar até aos 82 minutos, altura em que uma grande penalidade muito duvidosa assinalada por Mauro Santos proporcionou o empate ao Vasco da Gama que nos derradeiros momentos, e já sem Mendão na defesa sadina, pressionou fortemente e chegou ao golo do triunfo que, diga-se, fez por merecer, não tendo culpa dos equívocos da arbitragem e dos nervos dos «alvinegros».
(Por António Elias In "O Setubalense" edição de 07/10/2009)
O jogador Nelson Andrade, que integra o plantel "alvi-negro" 2009/10, foi convocado para integrar a Selecção Distrital que vai competir na Fase Zonal - Inter Associações daquele Torneio, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, a decorrer de 2 a 5 de Outubro do corrente, no Estádio Municipal de Abrantes.
Para o jovem praticante, votos de uma feliz prestação na Selecção, em representação do União Futebol Comércio e Indústria e também da cidade de Setúbal.
Campeonato Distrital da 1ª Divisão AFSetúbal - 2ª jornada
O Comércio e Indústria foi a Sesimbra perder por margem tangencial (2-1) mas deu forte luta ao habitual candidato ao título.
Os sadinos marcaram ao minuto 39, por intermédio de Miguel Gonçalves, mas a resposta dos da casa, pressionados pela derrota na jornada anterior frente ao Amora e perante o seu público, foi muito forte, obtendo a igualdade no minuto seguinte por intermédio de Luís Silva, resultado com que se chegaria ao descanso.
No segundo tempo, iam decorridos apenas 4 minutos quando aconteceu a viragem no marcador, por intermédio do sesimbrense Sérginho. Voltou o encontro a revestir equilíbrio, ainda que, a terminar a partida os "alvi-negros" tivessem desperdiçado uma soberana ocasião para igualar.
Os resultados da jornada foram os seguintes:
1.º de Maio Sarilhense, 1-Olímpico do Montijo, 2; Marítimo Rosarense, 0-União Sport, 2; Barreirense, 2-Zambujalense, 0; Palmelense, 7-Arrentela, 1; Trafaria, 3-Beira Mar de Almada, 2; Alfarim, 0-Grandolense, 0; Sesimbra, 2-Comércio e Indústria, 1; Vasco da Gama de Sines, 0-Amora, 1.
Em termos classificativos, o campeonato é liderado por Palmelense e Amora, ambos só com vitórias.
Campeonato Distrital da 1ª Divisão AFSetúbal - 1ª jornada
Sadinos entraram bem e chegaram a uma vantagem de três golos mas a reacção contrária foi forte e só com o redobrado empenho e a experiência vinda do banco se aguentou a preciosa vantagem para uma vitória merecida, que começou fácil e virou sofrida
Campo da Bela Vista, ontem, pelas 17h00, perante razoável assistência e com o relvado em condições aceitáveis.
Árbitro: Paulo Barradas, do Núcleo do Pinhal Novo, auxiliado por Rui Oliveira e André Loução.
Comércio – Mário Fonseca; Pedrinho, Mendão, cap., André Pinto e Madruga; Ivo (Cortez, 57m), Nelson Andrade e Daniel Baião (Cortez, 45m); Thiago; Ricardo Oliveira (Bala, 83m) e Carrilho (Paulo Sousa, 66m)
Não utilizados: Paulo Antunes, Miguel Baião, Edu e Miguel Gonçalves.
Treinador: Nuno Palma.
Disciplina: Amarelo a Ricardo Oliveira e a Carrilho. Vermelho, por acumulação de amarelos, a Madruga (57m).
Alfarim – David (cap.); Rocha (Pedro Vila, 48m), Gualter, Tiago Dias e Bruno Gonçalves (Nicolau, 85m); Bolacha, Eugénio, Luís Carlos e Marco Dias (João Filipe, 77m); Steve e Estrela.
Não utilizados: Valter, Luís Castro, David Cruz e Brito.
Treinador: Luís Freixo.
Disciplina: Cartão amarelo a Luís Carlos e Rocha. Vermelho (89m), por acumulação de amarelos, a Estrela.
Ao intervalo: 3-2
Marcadores: Ricardo Oliveira (25m e 37m) e Mendão (27m), pelo Comércio. Estrela (43 e 45+1m) pelo Alfarim.
Entrou bem, com o chamado pé direito, o Comércio neste novo campeonato distrital que ontem se iniciou. Frente a um conjunto que na época transacta discutiu até final a liderança e que praticamente não mexeu no seu plantel – o que é factor de relevância e sempre muito importante por razões óbvias – o novo e “remodelado” conjunto sadino entrou muito bem no jogo e tão bem o fez que aos 37 minutos já ganhava por 3 golos de vantagem, corolário lógico para quem assistiu a meia hora de futebol corrido, a toda a largura do terreno, e de concretização adequada, sob a batuta de Thiago, o melhor em campo, e de Ricardo Oliveira, também ele em destaque. Um ritmo bem marcado, fluido, simples e corrido, que deixou o experiente opositor sem fôlego, atarantado, e aflito nas marcações, castigado por três golos sem resposta, e a ver ainda Ricardo Oliveira a falhar por pouco o quarto. Tudo isto, fácil e simples, mexido e cozinhado com lances bonitos e três golos de pecúlio. Saber juntar o útil ao agradável, como diz o ditado, a virtude deste Comércio, prático e objectivo de 35 minutos muito agradáveis. Só que, o futebol é assim mesmo. Tudo, num ápice se alterou: 41m, Estrela, o goleador, avisa e acerta na barra; 43m, ressalto na área e golo; já no período de desconto Estrela a reacender a sua estrela, e novo golo. Num ápice, tudo mudou e complicou. O jogo voltou à discussão.
O segundo tempo começou, como se esperava. Alfarim a entrar forte e decidido, a embalar, ainda para mais protegido pelo vento a seu favor, a empurrar o anfitrião para zonas mais recuadas. Para pior, aos 57m, Madruga, excede-se, e vê o segundo amarelo. Em inferioridade, e com o adversário a alargar a sua frente de ataque, agora para um claro 4.3.3, acentua-se o assédio e a defensiva alvi-negra, onde também Mário Fonseca se mostrava inseguro, oscila, «parte-se» o cordão umbilical, a transição engasga, o Alfarim é senhor do jogo e adivinha-se o empate. Atento, e pragmático, o treinador Nuno Palma, acrescenta a Cortez o experiente Paulo Sousa, num redobro de experiência que se torna rapidamente factor decisivo para restabelecer a ordem defensiva, agora com mais músculo e mais altura, e com isso trava o opositor e permite a recuperação do fôlego e da criatividade de Thiago que volta a aparecer na intermediária e “pelas costas” adverte o adversário de que o golpe fatal pode surgir. Uma mudança decisiva, que acabou por permitir um final de jogo menos sofrido e até quase a permitir ao citado Thiago cumprir a ameaça velada quando, aos 85m, fez mesmo a bola esbarrar na barra de David.
Um jogo interessante, com golos bonitos, com meia hora inicial muito boa dos vencedores que mesmo com dez unidades souberam com empenho e com a experiência e acerto de Cortez e, sobretudo, de Paulo Sousa, formar um dique que resistiu e acabou por “cansar” a reacção impotente de um adversário que sabe jogar, vendeu cara a derrota, mas faltou-lhe claramente o clique para ir mais longe e ultrapassar a resistência titubeante mas depois viarda firme do seu anfitrião. Que venceu e sofreu, e por tal soube merecer a recompensa.
Alfarim conjunto experiente, sincronizado e nada fácil de contrariar, que soube vender cara a derrota. Estrela, com dois golos, Steve e Bolacha, foram as unidades de maior destaque.
(in "O Setubalense" edição de 21/09/2009)
Realizou-se ontem o sorteio do calendário da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal, tendo a sequência de jogos do U.F.C.I. ficado ordenada, quanto à primeira volta, da seguinte forma:
| JORN | DATA | HORA | JOGO |
| 1 | 20/09/2009 | 17 | UFCI - ALFARIM |
| 2 | 26/09/2009 | 17 | SESIMBRA - UFCI |
| 3 | 04/10/2009 | 15 | UFCI - VASCO DA GAMA SINES |
| 4 | 10/10/2009 | 15 | AMORA - UFCI |
| 5 | 18/10/2009 | 15 | OLIMPICO MONTIJO - UFCI |
| 6 | 25/10/2009 | 15 | UFCI - GRANDOLENSE |
| 7 | 01/11/2009 | 15 | BEIRA MAR ALMADA - UFCI |
| 8 | 08/11/2009 | 15 | UFCI - ARRENTELA |
| 9 | 15/11/2009 | 15 | ZAMBUJALENSE - UFCI |
| 10 | 22/11/2009 | 15 | UFCI - UNIÃO SANTIAGO |
| 11 | 29/11/2009 | 15 | 1º MAIO SARILHENSE - UFCI |
| 12 | 06/12/2009 | 15 | UFCI - MARITIMO ROSARENSE |
| 13 | 13/12/2009 | 15 | BARREIRENSE - UFCI |
| 14 | 20/12/2009 | 15 | UFCI - PALMELENSE |
| 15 | 03/01/2010 | 15 | TRAFARIA -UFCI |
Nesta fase, sem conhecimento do real valor dos conjuntos em competição, não é fácil tecer comentários aos embates que vão iniciar a carreira dos "alvi-negros", no entanto, tomando por base a forma como as equipas se costumam organizar e apresentar, poderei adiantar que me parece ser um começo com algum grau de dificuldade, mas que acredito, que a equipa do Comércio Industria possa ultrapassar lançando, desde logo, as bases para o objectivo traçado - manutenção.
Mais uma vez, o União Futebol Comércio e Indústria marca presença no 7º Festanima de São Sebastião, certame que decorre entre os dias 14 e 23, na Avenida Belo Horizonte/Escarpas de S. Nicolau, envolvendo a força associativa da maior freguesia do concelho de Setúbal.
A festa, com a participação de 12 colectividades, entre as quais se encontra o Comércio e Indústria, oferece gastronomia, em tasquinhas, espectáculos musicais, todas as noites, e divertimentos infantis. Estão ainda representados, em 24 stands, o artesanato e as produções tradicionais locais, com destaque para os vinhos e os queijos.
O Comércio e Indústria, está representado com um pavilhão gastronómico e outro de exposição institucional. Neste último, honra a memória a algumas equipas e atletas que bem defenderam as cores "alvi-negra" e ao mesmo tempo realça o futuro, representado pelas equipas de escolas e as plantas do ainda projecto do complexo desportivo de Vale de Cobro.
O quadro do futebol sénior do Comércio e Indústria está há três dias em campo nos trabalhos de preparação da próxima temporada e o plantel encontra-se na fase final da «montagem», contando com um núcleo principal de jogadores que já vestiam a camisola do clube e de um grupo escolhido ao abrigo da recente parceria com o Vitória, aguardando-se também o resultado das muitas observações que já foram feitas, e vão continuar, de uma mole de atletas que tem comparecido em elevado número no Campo da Bela Vista. O treinador «alvinegro», Nuno Palma, está confiante na qualidade do grupo que vai orientar e aposta no plano de «valorização de atletas da região» que foi lançado, o que só será possível, adianta, com uma «mentalidade forte e ganhadora», mesmo que o clube tenha assumido sem rodeios a ausência de subsídios, compensada com um reforço de prémios em caso de vitória.
O Comércio e Indústria avançou para a temporada 2009/10, em que vai disputar de novo a prova principal da AFS, com a ideia clara de formar um plantel a custo mínimo, sem pagamento de subsídios aos jogadores que só terão direito a compensação financeira sob a forma de prémios de jogo que foram ligeiramente reforçados face à época anterior. Assumiu o conceito sem complexos, em tempo de vacas muito magras e com muitas responsabilidades para tentar honrar no plano financeiro, e a verdade é que as reacções que obteve às suas propostas terão ficado até além das expectativas, como é atestado pelo número de jogadores que entenderam permanecer no «Bela Vista» e por muitos outros que se têm deslocado ao campo para serem observados.
A parceria recentemente celebrada com o Vitória, tendente à colocação no Comércio e vários jogadores do escalão de juniores do Bonfim e de outros que por lá passaram há um ou dois anos e que se mantiveram na mira dos responsáveis, foi um dado muito importante, também, para que o Comércio ousasse, depois de muita reflexão dos actuais dirigentes, avançar para a competição e no seu âmbito inscreve-se a presença no clube do treinador Nuno Palma que em conversa com «O Setubalense» manifestou a sua confiança no plano desportivo delineado que passa pela «valorização dos atletas da região» e pela formação, nos limites das condições existentes, de uma mentalidade ganhadora sem a qual, avançou, a citada valorização não será possível.
«PARCERIA IMPORTANTE»
Nuno Palma é um técnico com um percurso expressivo no futebol do distrito mas, curiosamente, esta será a sua primeira experiência nos «distritais». Trabalhou, é sabido, no primeiro campeonato nacional ao serviço do Vitória e por entre outras paragens marcou presença, por exemplo, no Pinhalnovense ao lado de Paco Fortes, na II Divisão nacional. A pergunta de abertura ao novo treinador «alvinegro» ligou-se, pois, à sua ideia geral sobre a nova realidade e ao projecto delineado em conjunto com os responsáveis do Comércio e do Bonfim.
O que será o Comércio 2009/10? Palma abriu o jogo: «Vai ser um projecto de promoção dos atletas. O fundamental é potenciar o plantel, que nestes primeiros dias tem vinte jogadores e que vai ser completado com mais cinco ou seis, especialmente pelo recurso aos que se têm apresentado à experiência, depois de uma escolha minuciosa e sem pressas, dentro das possibilidades do clube. O Comércio teve a coragem de abraçar este plano desportivo que tem como ponto importante a parceria com o Vitória, significativa para os dois clubes e para a cidade. Foi um desafio que me foi lançado pelo Quim, do Vitória, e pelo presidente do Comércio, Luís Baião, e que aceitei de bom grado depois de um ano em que estive afastado do futebol por razões pessoais. É bom verificar que a dimensão deste projecto de parceria se observa pelo facto de aparecerem muitos jogadores para observação, que querem vir mostrar-se; há uma energia positiva à volta do Comércio e Indústria, para já – contámos com perto de 50 atletas interessados –, e embora isso não seja suficiente porque é preciso consolidá-la com boas prestações competitivas, é sempre bom ver a dinâmica que está criada».
As condições que encontrou são consentâneas com a ideia que quer desenvolver? Uma resposta simples: «Em termos de equipamento e condições de trabalho, o Comércio está perfeitamente ao nível da média de uma III Divisão e no plano mental vamos dar tudo para credibilizar e moralizar o emblema… os jogadores que cá estão são os que quiseram mesmo ficar, acompanhados pelos muitos jovens com passado no futebol juvenil da região e que, tecnicamente, poderão sobressair».
DIFERENÇAS
O facto de não ter uma ligação directa com o futebol dos campeonatos distritais pode ser um óbice inicial para o seu trabalho? Nuno Palma, aqui, reconheceu que é preciso trabalhar depressa para uma ambientação adequada: «É verdade que preciso de ver as diferenças, conhecer plantéis mais em profundidade, ver jogos para sentir o cheiro e a vivência dos “distritais”, e para isso ten-cionamos fazer, acima de tudo, jogos de pré-época com equipas do nosso campeonato, estando já garantidos, por exemplo, treinos com o Palmelense e o Grandolense. Aliás, seria bom as equipas em prova se encontrassem mais vezes…»
O Comércio e Indústria não se quer envolver nas «guerras» do topo da tabela, presumimos…: «O nosso objectivo em competição é muito simples: disputar cada jogo com uma atitude vencedora, quer em casa, quer fora. Queremos ser competitivos, unidos e ambiciosos. Sabemos que já existem candidatos assumidos à subida aos “nacionais” mas nós queremos estar fora desse discurso, queremos apenas jogar um encontro de cada vez sempre a pensar no triunfo, a praticar o melhor futebol possível, repito, sempre na perspectiva de valorizar os nossos atletas e o clube. Mas acreditem que não vamos ser os coitadinhos da I Divisão distrital…»
(In "O Setubalense" edição de 14/08/2009)
As escolas de futebol do Comércio e Indústria agendaram, já, o começo dos trabalhos que envolvem os vários escalões etários que constituem de momento a sua composição, com vista à preparação das respectivas equipas para os compromissos competitivos em que se encontram inscritas, e que é o seguinte:
| Infantis | dia 24/8 às 18 horas |
| Escolas | dia 31/8 às 18 horas |
| Lúdico | dia 1/9 às 18 horas |
As captações para as equipas de infantis e escolas, iniciam-se na data do respectivo início dos trabalhos. TENS ARTE E GOSTO PELO FUTEBOL? VEM JOGAR!